terça-feira, 2 de julho de 2013

Kapustin Yar, a “Area 51″ russa

A base militar mais famosa do mundo é a Area 51, localizada no Deserto do Nevada (EUA). Oficialmente, é um complexo de testes militares, de aeronaves e armamentos. Muitas pessoas acreditam que a Area 51 abrigue destroços de objetos voadores não-identificados (OVNIs), assim como corpos de supostos extraterrestres.
Kapustin Yar
Kapustin Yar vista do Google Earth
Conspirações à parte, a Area 51 não é a única base militar secreta. Como não podia deixar de ser, a Rússia também abriga uma, talvez até mesmo mais misteriosa que a norte-americana. É o Cosmódromo de Kapustin Yar, localizado à 100km de Volgogrado, antiga Stalingrado.
A Kapustin Yar foi construída em 1946 pela URSS, que visava o estudo de armas com propulsão a jato. Assim como a Area 51, é uma instalação ultra-secreta, o que levanta diversas hipóteses sobre aquilo que realmente se passa por lá.
A primeira missão oficialmente atribuída à Kapustin Yar foi a avaliação de materiais capturados do exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Entre esses materiais, estavam 22 foguetes A-4 (V-2), cuja tecnologia foi de suma importância para os soviéticos, já que todos os cientistas da Alemanha Nazista se renderam aos norte-americanos, com a derrota alemã ao término da guerra.
No final dos anos 1950, os soviéticos realizaram testes atmosféricos com 11 bombas nucleares (de baixa potência) em regiões próximas à base. Em meados dos anos 1960, Kapustin Yar se tornou um cosmódromo, e permanece sendo até hoje.
Znamensk, esse é o nome de uma cidade secreta localizada próxima ao cosmódromo. Foi erguida para abrigar os cientistas, militares e outros envolvidos em missões da base. Zitkhur, uma cidade próxima, foi totalmente demolida para evitar curiosos nas proximidades. O acesso à Znamensk é muito restrito, e acredita-se que a cidade tenha acesso subterrâneo até Kapustin Yar.
Foguete em Kapustin Yar
Milhares de mísseis foram desenvolvidos e testados na base russa. Além disso, a grande maioria dos satélites da série Cosmos, apresentada por Carl Sagan, foi lá criada também.
Serviços de inteligência ocidentais, como a CIA, RAF e USAF, realizaram voos sobre Kapustin Yar, recolhendo muitas informações, fotos e documentos sobre a base ao longo os anos. Todo esse material foi sempre mantido em sigilo absoluto, o que faz muitos teóricos da conspiração relacionarem a base com incidentes OVNIs que aconteceram ali próximo.
O mais famoso desses casos é o denominado Roswell Russo, uma alusão ao caso mais famoso que aconteceu no Deserto do Nevada, EUA. Em 1948, um OVNI cilíndrico sobrevoava Kapustin Yar quando foi avistado pelos operadores de radar da base. Posteriormente, uma interceptação teria sido realizada, durante uma batalha de 3 minutos.
Segundo relatos, o OVNI emitiu uma forte luz quando foi atingido por um míssil, derrubando-o. Diferentemente do Caso Roswell norte-americano, o russo não foi noticiado pela imprensa. Acredita-se que a nave e até mesmo seus tripulantes tenham sido levados para o subterrâneo de Kapustin Yar, com seus 40 metros de profundidade.

Fonte: MistériosdoMundo.com

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O misterioso satélite Black Night

Você conhece o legendário satélite Black Night?
A Internet contém muitas informações sobre este misterioso objeto, algumas delas conflitantes, mas abaixo estão algumas das alegações e relatos mais marcantes:
Uma primeira possível detecção deste misterioso objeto poderia ter ocorrido em 1899, quando Nikola Tesla desenvolveu um equipamento de rádio transmissão na cidade de Colorado Springs, EUA.  Logo após, Tesla anunciou que estava recebendo um sinal elétrico que parecia ser inteligente.  O sinal foi claramente repetido periodicamente, com uma clara sugestão numérica e de ordem.  Esse fato levou Tesla a acreditar que o sinal era algum tipo de comunicação extraterrestre.  Primeiramente ele presumiu que os sinais eram oriundos de Marte.  Mais tarde ele mudou sua opinião e declarou em uma de suas conferências que o sinal estava vindo de algum lugar do espaço.
Alguns anos mais tarde, Guglielmo Marconi interceptou um estranho sinal artificial desconhecido.
Em 1927 um misterioso satélite que orbitava a Terra foi detectado por astrônomos. Muitos deles reportaram misteriosos sinais de rádio transmitidos pelo satélite.  Então, em 1953, quatro anos antes do lançamento do Sputnik I, pela União Soviética, um objeto foi descoberto pelo Dr. Lincoln La Paz, da Universidade do Novo México, EUA.  Devido ao fato da frequência do aparecimento do objeto aumentar, o Departamento da Defesa daquele país aparentemente apontou o astrônomo Clyde W. Tombaugh para procurar pelo objeto.
Então, em 1957, o Dr. Luis Corralos do Ministério das Comunicações da Venezuela o teria fotografado enquanto tirava fotos do Sputnik II, quando este satélite passava por sobre Caracas.  Diferentemente dos Sputnik I e II,  o misterioso satélite orbitava a Terra de leste para o oeste.  Os satélites russos e estadunidenses dessa época se deslocavam do oeste para o leste, pois precisavam utilizar a rotação natural da Terra para impulsioná-los em órbita.  Alegadamente, operadores de rádio amador declararam ter captado transmissões de rádio do satélite, as quais teriam sido ‘decodificadas’ pelo astrônomo escocês Duncan Lunan, como sendo um mapa estelar que indicava a origem da nave em Epsilon Bootis, 13,000 anos antes.
Em março de 1960, o satélite misterioso foi detectado orbitando a Terra.  Ele foi calculado como tendo 15 toneladas, o que seria muito pesado para os foguetes daquela época.  Ele também viajava duas vezes mais rápido do que qualquer satélite conhecido.  O objeto teria sido avistado e estudado por muitos astrônomos nos EUA. O que segue é o que Robert L. Johnson, diretor do Planetário Adler, disse sobre o objeto: “O objeto nem mesmo tem a decência de manter um horário regular, como qualquer outro objeto celeste ou feito pelo homem… Não sabemos quando ele aparecerá… …Ele aparece algumas noites e outras não“.
Então, em 3 de setembro de 1960, ele teria sido fotografado pela Grumman Aircraft Corporation.  A equipe de solo da empresa tinha ocasionalmente visto o satélite por duas semanas.  As testemunhas o descreviam como sendo um objeto com o brilho avermelhado, com a órbita do leste para o oeste. Um comitê foi formado para examinar o caso, mas nada mais foi exposto publicamente.
Três anos mais tarde, Gordon Cooper foi enviado ao espaço para uma missão de 22 voltas ao redor da Terra.  Na sua órbita final ele relatou ter visto uma forma verde brilhante à frente de sua cápsula, vindo em sua direção.  Foi dito que a estação de rastreamento Muchea, na Austrália, para a qual Cooper reportou o incidente, também foi capaz de captar o objeto no radar, o qual viajava em uma órbita do leste para o oeste.  Este evento foi reportado pela rede estadunidense de notícias NBC, mas os repórteres foram proibidos de perguntar a Gordon Cooper sobre o evento após seu retorno.  A explicação oficial foi de que um defeito elétrico na cápsula tinha causado um alto nível de dióxido de carbono na cápsula, induzindo o astronauta a alucinações.
Em 1987, a missão STS-088 do Ônibus Espacial Endeavour fotografou um misterioso objeto orbitando a Terra.  Foram apresentadas 5 fotos do objeto no site da NASA.  As fotos claramente mostram um enorme objeto em órbita terrestre.  Seria possível que a NASA não intencionalmente fotografou o satélite Black Night?
Vale lembrar que a revista Time apresentou um artigo em 7 de março de 1960, o qual reportou o seguinte:
Três semanas atrás, manchetes anunciaram que os Estados Unidos tinham detectado um misterioso satélite “escuro” trafegando acima em órbita.  Houve uma especulação de que ele poderia ser um satélite de vigilância lançado pelos russos, e isso trouxe alguma ansiedade devido ao fato de que os EUA não sabiam o que estava acontecendo por sobre suas cabeças.  Mas, na semana passada, o Departamento de Defesa orgulhosamente anunciou que o satélite havia sido identificado.  Era um objeto espacial abandonado, os restos do satélite Discoverer da Força Aérea, que tinha saído fora do seu trajeto.  O satélite escuro foi o primeiro objeto a demonstrar o eficácia na nova vigilância dos EUA no espaço.  E as três semanas que demoraram para identificarem os satélite foi prova de que o sistema ainda necessita uma coordenação completa e que alguns problemas ainda devem ser solucionados…
Contudo, isto não explica os avistamentos registrados desde antes da corrida espacial. Apesar da desculpa dada pelo governo dos EUA quanto àquele incidente, será que representantes de governos podem mesmo ser confiados quando tratam de assuntos relevantes à segurança nacional de um país?
Seriam as informações aqui apresentadas provas de que estamos sendo monitorados por outras civilizações muito mais adiantadas do que a nossa, e, se este for o caso, há quanto tempo isto vem acontecendo?
Certamente, se algum governo tiver a resposta para este mistério, ele não irá abrir esta informação tão logo… infelizmente.


Imagens do Satélite tiradas a partir das missões espaciais do Ônibus Espacial


OvniHoje.com

sexta-feira, 7 de junho de 2013

OVNI / UFO atinge avião comercial na China

Antes de sermos condenados pelo título da artigo, vale lembrar que OVNI não significa necessariamente nave alienígena, mas sim algo não identificado que estava a voar (o mesmo ocorre para sigla em inglês UFO – Unidentified Flying Object).
O evento em questão ocorreu na manhã de 4 de junho de 2013, quando um Boeing 757 da Air China, que voava de Chengdu para Guangzhou, estava à uma altitude de 26.000 pés (8.000 metros), e foi atingido por um objeto não identificado.  O incidente ocorreu 20 minutos após a decolagem, mas não ouve ferimentos entre passageiros e nem tripulação.
Esta é a segunda vez em poucos dias que uma aeronave tem um encontro com um OVNI.  Contudo desta vez foi algo extremo, mas infelizmente não há maiores informações sobre o caso.
A outra vez, segundo o site www.ufocasebook.com, ocorreu nos Estados Unidos, mas não houve impacto.  Veja abaixo o que o passageiro que avistou o objeto relatou:
Eu estava retornando de uma viagem para o Meio-oeste, e enquanto estava no espaço aéreo da Philadelphia (pelo que me consta), vi um objeto se movendo para o oeste, à medida que eu viajava para o leste.  Ele seguia uma trajetória levemente inclinada para cima e quando se aproximou de algumas nuvens escuras ele parou; simplesmente parou e pairou no ar, permanecendo na mesma posição relativa ao avião que eu estava.
Ele permaneceu bem à frente das nuvens pelos próximos minutos enquanto eu apreciava o evento…
…alguns minutos depois este objeto aparece e se comporta de forma diferente de qualquer aeronave.
Após permanecer no lugar por alguns instantes, ele vagarosamente começou a descer através das nuvens.  À medida que reverteu sua direção, ele começou a ir para o leste, oposto à sua trajetória original.  Quando descia, ele desapareceu de vista.  Porém, ele deixou um ‘rasgo’ nas nuvens, bem como quando você passa seu dedo na cobertura de um bolo…
Isso é o que vi. (Relatório deixado no site da MUFON)

OvniHoje.com

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pesquisadores da UFRN anunciam descoberta de estrela gêmea do Sol

Estrela CoRot Sol 1 é cerca de dois bilhões de anos mais velha que o Sol.
Para cientistas, análise do astro ajuda a prever futuro do Sistema Solar.


Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) anunciaram a descoberta da CoRot Sol 1, nome dado à estrela gêmea solar conhecida como a mais distante da Via Láctea, galáxia que abriga o sistema solar. De acordo com os cientistas, a análise do astro ajuda a prever o futuro do Sol, além de dar aos astrônomos a oportunidade de testar as atuais teorias da evolução estelar e solar.
O líder da equipe de pesquisadores, José Dias do Nascimento, explica que a CoRoT Sol 1 é cerca de 2 bilhões de anos mais velho que o Sol, e seu período de rotação é aproximadamente o mesmo da maior estrela do sistema solar. "É a única estrela com essas características que é mais velha do que o Sol", informa o astrônomo. A massa e composição química de ambas é semelhante, conforme o estudo desenvolvido na UFRN. No entanto, ao contrário das outras gêmeas solares, que são relativamente brilhantes, o brilho da CoRoT Sol 1 é 200 vezes mais fraco do que o do Sol.
O fato de a estrela gêmea estar em um estágio ligeiramente mais evoluído que o Sol será utilizado para análises sobre o futuro do Sistema Solar. "Em 2 bilhões de anos, na idade que o Sol terá a idade atual da gêmea solar CoRoT Sol 1, a radiação emitida pelo Sol deve aumentar e tornar a superfície da Terra tão quente que a água líquida não poderá mais existir lá em seu estado natural", comenta Nascimento. As informações analisadas pela equipe foram captadas por uma satélite CoRoT, lançado em 2006 e operado do Havaí, nos Estados Unidos.
Imagem do satélite que captou as imagens do CoRoT Sol 1 (Foto: Reprodução/DFTE-UFRN)Imagem do satélite que captou as imagens do CoRoT Sol 1 (Foto: Reprodução/DFTE-UFRN)
O astrônomo pondera que determinar a idade de uma estrela é, provavelmente, um dos aspectos mais difíceis da analise, porém espectros de alta qualidade podem ajudar a determinar as idades estelares. O grande espelho de 8,2 metros e a precisão do telescópio Subaru foram essenciais para tornar possível a realização do estudo dos espectros da estrela gêmea.

Satélite captou 530 mil estrelas
A equipe planeja usar o Subaru para continuar a investigação sobre novas estrelas similares ao Sol. "Nos últimos 30 anos, apenas cinco estrelas foram descobertas", informa José Dias do Nascimento. De acordo com o astrônomo, o satélite forneceu a observação de 230 mil estrelas. Usando um método criado na própria UFRN, foram escolhidas as candidatas a gêmea.

"Sobraram 500 estrelas e, dessas, pedimos para observar 30. Analisamos quatro e duas se apresentaram muito parecidas com o Sol, com a diferença que em uma delas o espectro não ficou bom e na outra fico excelente, muito parecido com o Sol. Isso tornou a descoberta ainda mais preciosa", detalha Nascimento, que continuará a investigação. "Agora vamos atacar outras estrelas. Queremos achar a estrela gêmea dois, três e daí por diante".

Pesquisa e descoberta
O anúncio da estrela gêmea solar foi feito na última sexta-feira (17). A descoberta faz parte do artigo intitulado “"The Future of the Sun: An Evolved Solar Twin Revealed by CoRoT", que está aceito para publicação e sairá em breve na revista "Astrophysical Journal Letters" (ApJL).
Estrela gêmea solar fica fora da Via Láctea, galáxia que abriga o sistema solar (Foto: Reprodução/DFTE-UFRN)Estrela gêmea solar fica fora da Via Láctea, galáxia que abriga o sistema solar (Foto: Reprodução/DFTE-UFRN)

A equipe de cientistas responsável pela descoberta é composta por José Dias do Nascimento, da UFRN, que lidera o grupo; Jefferson Soares Costa e Matthieu Castro, também da UFRN; Yochi Takeda, do Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ); Gustavo Porto de Mello, do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Jorge Melendéz, da Universidade de São Paulo (USP).
G1

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Há ETs na Terra trabalhando com os EUA, diz ex-ministro canadense

Paul Hellyer afirmou reconhecer ao menos quatro espécies de seres extraterrestres que habitariam o planeta

“Há ETs vivos na Terra neste momento, e pelo menos dois deles provavelmente trabalham com o governo dos Estados Unidos.” A declaração do ex-ministro da Defesa do Canadá Paul Hellyer, 89 anos, foi feita durante uma audiência pública sobre a existência de vida extraterrestre realizada em Washington, D.C. Diversos ex-senadores e membros da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos ouviram depoimentos de especialistas e testemunhas entre os dias 29 de abril e 3 de maio.
Paul Hellyer é um conhecido defensor da existência de extraterrestres. Em 2005, ele declarou abertamente que acredita em UFOs (objetos voadores não identificados), o que gerou grande repercussão no Canadá. Como ministro da Defesa Nacional canadense, em 1963, Hellyer foi responsável pela controversa integração entre o Comando Marítimo das Forças (Marinha), o Comando das Forças Terrestres Canadenses (Exército) e a Força Aérea Real do Canadá (Aeronáutica) em uma única organização: as Forças Armadas Canadenses
Hellyer é o mais antigo membro do Conselho Privado da Rainha para o Canadá - que funciona como uma espécie de gabinete ministerial na monarquia constitucional do país. Ele afirma que passou a acreditar em óvnis quando teve uma experiência com sua mulher e amigos durante uma noite. Apesar de não ter levado muito em consideração quando viu o UFO, segundo seu relato, ele disse que manteve a cabeça aberta e passou a tratar o assunto - pelo qual se interessou há cerca de 10 anos - com seriedade.
“UFOs são tão reais quanto os aviões que voam sobre as nossas cabeças", afirmou o político canadense no segundo dia de audiência (confira aqui o vídeo, em inglês). Ele fez parte de um grupo de 40 pesquisadores internacionais e testemunhas - entre militares e cientistas - que testemunharam suas experiências extraterrestres diante de seis ex-membros do Congresso americano na audiência pública não governamental encerrada na semana passada.
O ex-ministro da Defesa canadense afirmou ainda que investigações apontaram a existência de "pelo menos quatro espécies (extraterrestres) que têm visitado a Terra há milhares de anos" - com o que ele concorda. Houve também declarações sobre como diversos presidentes dos Estados Unidos demonstraram grande interesse sobre óvnis e, em alguns casos, tentaram sem sucesso obter informações específicas sobre a veracidade de casos extraterrestres.
Terra

domingo, 28 de abril de 2013

A nave que poderá viajar mais rápido que a luz



Alguns meses atrás, o físico Harold White chocou o mundo da aeronáutica quando anunciou que ele e sua equipe da Nasa começou a trabalhar no desenvolvimento de um motor de dobra que pode viajar mais rápido do que a luz. 

O ambicioso projeto faria com que uma nave chegasse à outras estrelas em questão de semanas, isso sem violar a teoria da relatividade de Einstein.
A ideia está baseada nas equações do físico Miguel Alcubierre.
Em seu artigo intitulado "Dobra espacial: Velocidade Ultra-Rápida Dentro da Relatividade Geral", de 1994, o físico sugeriu um mecanismo no qual o espaço-tempo pode ser distorcido em dois na proa e na popa da espaçonave.
O renomado físico Michio Kaku apelidou a ideia de Alcubierre como "o passaporte para o universo".
Ela tira proveito de um truque no código cosmológico que permite a expansão e contração do espaço-tempo, e permite a viagem ultrarrápida para outros sistemas planetários.
Basicamente, o espaço vazio atrás da nave espacial seria desenvolvido para se expandir rapidamente, empurrando a nave para frente.
Os tripulantes da nave perceberiam isso como um movimento, apesar da total falta de aceleração.
Segundo White, poderíamos realizar uma viagem interestelar para Alpha Centauri em meras duas semanas, apesar dos mais de 4 anos-luz que a separa do nosso sistema solar, algo que uma nave comum levaria dezenas de milhares de anos para efetuar.
Falando da engenharia do motor responsável por essa façanha, um objeto esférico (a nave) seria colocado entre duas regiões do espaço tempo (uma expansão e uma contração).
Uma "bolha de dobra" geraria o que se move no espaço-tempo ao redor do objeto, efetivamente reposicionando-o.
Como resultado, teríamos uma viagem mais rápida do que a luz, sem que a nave tenha que se mover em relação à sua estrutura local de referência, ou seja, o motor irá comprimir o espaço à frente e expandir o espaço atrás de si, movendo-o para um outro lugar sem sofrer nenhum dos efeitos adversos dos métodos de viagem mais rápida que a luz.
Desse modo, não há uma violação da relatividade de Einstein.
"Lembre-se que nada localmente excede o limite da velocidade da luz, mas o espaço pode ser expandido e contraído em qualquer velocidade", disse White.
"Contudo, o espaço-tempo é realmente rígido, então para criar o efeito de expansão e contração de uma forma útil para nós é necessário uma boa quantidade de energia".
E de fato, cálculos preliminares sugeriam que era necessário uma grande quantidade de energia para distorcer o espaço-tempo.
Assim, a ideia se torna muito impraticável.
Embora a natureza permita uma velocidade de dobra, ainda não seríamos capazes de criá-la.
A chave está na alteração da geometria da própria dobra espacial.
Em outubro do ano passado, White estava se preparando para dar uma entrevista para o 100 Year Starship, em Orlando (EUA), quando notou que se otimizasse a espessura da bolha de dobra e oscilasse sua intensidade para diminuir a rigidez do tecido do espaço-tempo, seria possível diminuir a quantidade de energia para fazer isso.
Para se ter uma ideia, a quantidade de energia que seria exigida é menor do que a Voyager I precisou.
E de fato, muita energia será economizada.
De 317 vezes a massa do planeta Terra até um objeto de somente 700 kg.
Assim, a ideia se torna muito mais próxima da realidade.
Na teoria tudo está muito claro e funcional.
Os primeiros experimentos práticos estão começando agora.
Engenheiros da Nasa estão simulando uma bolha de dobra em miniatura para simular a distorção no espaço-tempo em escalas muito reduzidas.
Ainda não é certo se será possível realizar viagens interestelares mais rápido que a velocidade da luz, através de uma brecha na relatividade.
Ainda os efeitos para a nave e seus tripulantes também não são conhecidos.
Em teoria, está tudo perfeito, mas na prática ainda levará algum tempo para que esse sonho se torne realidade.